Quinta passamos quase o dia inteiro no Busch Gardens, que é o parque conhecido por ter as melhores montanhas russa do mundo, junto com um ambiente diferente do comum de parques de diversão. Lá tem animal pra todo canto. Quando fomos almoçar na sacada do restaurante demos de cara com a vista de um campo com umas seis girafas e um montão de zebra e ave. Depois pudemos ver que assim: as montanhas passam dentro desse campo. Não sei se isso prejudica os animais, mas é bem louco. Só ficamos meio assim porque os animais de lá parecem meio estranhos, meio grogues, sei lá. Só sei que passei o dia com Giovana e a bichinha é louca com animais, então ela faltou chorar quando vimos os elefantes bem de pertinho colocando a tromba no cadeado da portão e tentando abri-lo.
As montanhas russa são MUITO LOUCAAaAaAaAS e eu finalmente voltei a sentir aquele friozinho na barriga. Pra vocês terem uma ideia, uma das que fomos, a Sheikra, tem uma descida de 90º e quando você chega no topo dessa queda ela para por quatro segundos e você não consegue nem enxergar o trilho. Fomos nas cadeiras da frente. Acho que nunca gritei tanto nessa vida. Tinha uma também que o trilho era na nossa cabeça e ela dava um giros muito loucos. A Cheetah rodava por metade do parque e as vezes dava umas disparadas muito loucas, e quase morremos esmagadas no "barco viking" que tinha lá, que chamava Phoenix. Foi até engraçado de tanta tortura num brinquedo só. Vou sentir muita falta da Giovana e da Ana :c
Mais tarde fomos jantar num restaurante tradicional americano e era pra ser muito legal porque o ambiente era lindo e os pratos pareciam muito gostosos, mas o pedido da minha mesa demorou mais ou menos 45-50 minutos pra chegar, sendo que tinhamos que sair de lá em uma hora. Ou seja: dez minutos pra comer. Mas tava bom. De lá viajamos por uma hora até chegarmos a Downtown Disney pra assistirmos o La Nouba, que era o que eu mais tava esperando desde o começo da viagem. Eu quase morri, gente. Eu quis pular naquele palco e subir no trapézio e nos tecidos e roubar o figurino da bailarina. Além de que a história (ou o que eu consegui entender dela) era muito legal e o espetáculo me inspirou muito.
No dia seguinte tínhamos de ir embora. Acordei já com as coisas prontas e fui tomar meu último café da manhã e botar as malas no ônibus. Não tava nem triste até ali, mas realmente não queria ir embora. Aí chegamos no aeroporto de Orlando pra pegar o vôo até Dallas e boom: eu não tinha assento no avião. Fiquei puta e com cara de bunda até resolverem tudo e me arrumarem um assento, mas até então morri de medo. Em Dallas esperamos um pouco e às 18h embarcamos no vôo pra SP. Lá em Dallas o relógio era duas horas adiantado, então teríamos 10h de viagem e chegaríamos aqui às 6h da manhã. Quando chegamos no aeroporto e nos liberaram, não me segurei. Achei que não fosse chorar nunca e que era o maior drama do pessoal chorar por um mês de amizade, mas eu tenho certeza que vou sentir muita falta de todo mundo. Daí eu chorei também, sem querer. Sinto que vou ser a pessoa mais difícil de esquecer porque eu era a única que ficava dançando pelada pelo quarto quando saia do banho e ensinei todo mundo a chamar seus respectivos amigos de "troxas". Apesar que também tem a Esrhara. Porra, a Esrhara é muito engraçada. E a Duda. A Helen. As duas Marinas. A Giovana, que gosta de tudo que eu gosto <3. A risada da Regina. O Léo. A Carol, que é a pessoa mais fofa que eu já conheci nessa vida e fica a coisa mais linda dançando com luvas de Mickey. Ah, gente. Eu quero voltar.